sábado, 28 de fevereiro de 2009

12º dia de viagem - 14/01/2009

Um dia super tranquilo.

Logo após a higiene matinal e o café da manhã, segui para uma Lan House, pois precisava avisar a todos que estava em cuzco.

REFEITÓRIO
Meu coração estava repleto de alegria, minha alma transbordava de emoção em transmitir a notícia que estava finalmente em Cuzco, sabia que meu sonho estava se realizando, e que em breve estaria a Machu Picchu.

Voltei para o hotel por volta dás 10:00 horário marcado pelo Sr. Apolo para uma reunião com ele.

O Sr. Apolo chegou no horário e fomos para o refeitorio e resolvemos os nossos destinos, ficou então dessa maneira:

Tur pelo Vale Sagrado - Guia - Onibus - Entrada nos sítios - Valor US$ 20,00
Macchu Pichu - Guia - Trem - Onibus - Hotel - Entrada - Taxi - Valor US$ 170,00

Roteiro 1: No dia 15 às 09:00 pegariamos um onibus para o tur no Vale Sagrado, iriamos passar por PISAQ - URUBAMBA - OLLANTAYTAMBO com guia.

Roteiro 2: Trem de Ollantaytambo para Aguas Calientes, Hospedagem por uma noite, Onibus para subir e descer a tarde, Guia por 2 horas em Macchu Pichu, Passagem de trem para retonar para Cuzco e 2 do grupo iriam descer em Ollantaytambo e pegar um taxi para Cuzco (explico melhor esse lance do taxi em outra postagem)

Tudo esclarecido, saimos pela cidade para conhecer o lugar, e como já era por volta de 12:00 quando sugerir um restaurante simples que encontrei pelo caminho, com uma refeição bem simples e bom preço paramos por ali mesmo.

RESTAURANTE

Pedimos todos Assado de Rez - Carne de Boi, vimos que o restaurante não era muito limpo, a Mônica observava os talheres e não gostava do que via, mas continuamos ali esperando os pratos, bom, minha cadeira estava de frente para cozinho, pude ver claramente o cara do restaurante apertando o arroz numa tigela e colocando no prato, claro que ele fazia com as mão sem luvas e ainda por cima comia a sobra com a mão e ainda colocava a mão no arroz um pouco mais, fiquei quieto pois seria desagravel falar alguma coisa.

Bom seguimos para a praça de armas e fui ao Macdonald para tomar sorvete de casquinha, que delícia!!! Tem o mesmo gosto do Brasil.


Passamos a tarde na praça de armas, e a noite fomos conhecer os bares e restaurantes da região, o Sr. Apolo pediu que os seus filhos para nos acompanhar a alguns bares.



BARES

Conhecemos alguns bares em Cuzco, todos muito bem decorados e com boa música, todos os tipos de bebidas, nesse dia eu não bebi nada alcólico pois ainda estava com medo da altitude.


Depois de um tur pelos bares, fomos dormir.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

11º dia de viagem - 13/01/2009

Impressionante, nesse dia todo mundo acordou cedo, deve ser pelo fato do hotel não ter um cheiro agradável ou será que foi pelo fato de não ter aquecedor... Na verdade o que interessa é que saimos cedo e seguimos em direção a Ayaviri.

Um pouco de Ayaviri.

Ayaviri é uma cidade à 4.200 metros de altitude, bem rústica, la se encontra a Prelatura do Sodalício de Vida Cristã, que é uma espiritualidade católica fundanda por um peruano chamado Luis Fernando Figari, que por sua vez cuida do Movimento de Vida Cristã e do SOMAR (De onde essa aventura começou).

Vamos pensar um pouco!

SODALÍCIO - Nome que foi dado a uma espiritualidade católica criada no Peru.
SODALITE - Membro do Sodalício (Um religioso)
MOVIMENTO DE VIDA CRISTÃ - MVC é uma associação do Sodalício, formados por jovens.

A prelatura
Prelatura é o nome que se dá a um determinado território da Igreja, e isso acontece quando o bispo e os padres fazem parte da mesma congregacão no território, e Ayaviri é uma prelatura do Sodalício.

FOTOS DA PRELATURA


Chegamos a Ayvari por volta de meio dia, não era tão perto quanto achavamos, mas valeu a pena o pouco que ficamos por lá.

Na praça de Ayaviri fica a imponente catedral de Ayaviri com seus 300 anos de existência, e foi por perto dela que fui proucurar a prelatura, como não sabia exatamente do que se tratava, perguntei sobre o Padre Miguel, prontamente me disseram aonde ficava a prelatura.

PRAÇA DE AYAVIRI

As ruas me lembram nossas cidades do interior, logo achei a prelatura e uma moça muito simpática veio nos receber, após nos acomodar foi buscar o Sodálite Henzo Viali, esse jovem religioso foi de um carinho enorme com o grupo, característica dos meus irmãos sodalites. O Henzo convesou com grupo, disse que estava encantado com nossa aventura falou um pouco sobre a prelatura e foi buscar um outro Sodalite para nos guiar por um tur na catedral.

Sodalite Ricardo Chavier - Jovem paulista, mora no Peru a 10 anos.

EU, HENZO E O RICARDO
O Ricardo Chavier nos levou para conhecer a catedral de Ayaviri junto com o zelador Mario, foi de tirar o folego, e não foi por causa da altitude e sim pela beleza do lugar, com muitas obras de arte e um altar todo em pan de ouro, passamos um bom tempo lá.

FOTOS CATEDRAL

CRUZ DEL CAMINANTE

Voltamos a prelatura e o Henzo nos levou até um restaurante para almoçarmos e de lá iriamos seguir para Cuzco.

RESTAURANTE DOÑA JULIA


KANKACHO - Carne de cordeiro, assado em um forno de barro e com batatas.

INKA COLA - Refrigerante a base de sei lá o que.

Após o almoço seguimos para Cuzco, saimos de Ayaviri por volta de 14:30!

ABRA LA RAIA


Uma parada pra dar uma olhada no artesanato de Abra La Raia, lá eu connheci um casal de crianças que posaram para fotos e foi uma das minhas melhores fotos.


Chegamos a Cuzco por volta da 18:00, lembro da minha preocupação de não encontrar aberta a loja do Sr. Apolo - APOLO´s TUR.

CUZCO

Cidade muito grande, podemos dizer que é uma metrópolis, com shopping, faculdade, bares e restaurantes. Adorei Cuzco!


Chegamos em cuzco e fomos proucurar aonde ficava a Plaza de Armas. lugar aonde estaria o Sr. Apolo, a primeira impressão é que estavamos em algum lugar na Europa, diferente de todos os lugares aonde tinhamos passado.

Fui de agencia de turismo a agencia de turismo procurando pelo nome de Apolo, até que um gentil cavalheiro me levou até ele, ai eu finalmente conheci meu Amigo Apolo, si si si si.

APOLINAR JAUJA

Responsável por fazer tur com menbros do MVC que visitam cuzco e cuida do tur dos voluntários do SOMAR que passam por Cuzco. Conhecido por Apolo, homem honesto, toda sua família trabalha com turismo, cheguei a pensar que toda cidade fosse da sua família, rss.

Sr. Apolo nos levou até o hotel para descançarmos e marcou as 10;00 da manhã para conversarmos sobre nossos roteiros.

HOSTAL SANTA ROSA DE LIMA


A verdade seja dita, não pode haver lugar tão tranquilo e bom pra se ficar, fomos recepcionados por Etelvira, e em quanto nossos quartos estavam sendo preparados fomos levados a até o refeitorio para tomarmos chá.

ETELVIRA
Gerente to Hotel, vive lá com as irmãs, mas não é religiosa, outro anjo no nosso caminho, pois é de uma gentileza muy gran.


Após o chá fomos paras os quartos e logo após Etelvira nos levou até um restaurante chinês para jantarmos, o preço muito bom, a comida muito boa, comi Frango e Arroz Chalfa.

Demos uma passeio pela Praza de Armas e logo apos voltamos para o hotel para dormirrrrr.

Agradecimentos do dia

Etevilra - Sua simpatia nos alegrou, sua gentileza nos confortou.
Sr. Apolo e sua família - Amigo, No hay problema - Usted eres un grand hombre. si si si
Aos funcionários do Hotel Santa Rosa de Lima.

Valores

Almoço em Ayaviri - .S/6,5 soles
Hospedagem em Cuzco - .S/ 25,00 soles
Jantar - .S/ 10,00 soles

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

10º dia de viagem - 12/01/2009

A feira nas ruas próximas ao hotel começava a ser montada as 05:00 e por volta das 06:00 já estava em pleno vapor.

Tomei meu banho às 05:30 da manhã com uma temperaruta de 5º graus do lado de fora do hotel, mas eu não podia perder a oportunidade de comprar algo para me proteger do frio, já que essa era minha inteção desde da saída daqui. Fui circular pelas ruas na compania da Monica enquanto o restante do grupo dormia a vontade, eu sabia que precisa estar no hotel no máximo até as 07:30 para tomar café e arrumar minha bagagem, pois teriamos que viajar muito para chegar ao próximo destino, me adiantei o máximo na feira e consegui comprar uma PARKA, ou se preferir um abrigo, o custo era quase inacreditável, paguei B$60,00 bolivianos que para mim sairia a R$20,00, comprei toca (chunho) e luvas (guantes), bom agora o frio poderia vir. Adorei o abrigo.

Voltei para o hotel e tomei meu café da manhã, logo apos fui para o quarto e arrumei minhas malas, fiquei a disposição do grupo que com certeza sairia tarde novamente.

Aprovetei para pegar informações com a recepcionista do hotel sobre qual o melhor caminho para Puno/Peru, ela disse que por um lugar chamado Desaguadeiro seria mais rápido, cerca de 02:00, e por copacabana seria umas 04:00. Bom depois do atraso de sempre a galera estava pronta pra seguir viagem, seguimos em direção à Desaguadeiro (cidade peruana de fronteira), mas o destino tinha traçado outros planos, pegamos o caminho errado e acabamos parando em Copacabana, as margens do Titicaca, Lago sagrado dos Inkas, atravessamos o lago com os carro numa balsa, essa parte da viagem encheu meu coração de alegria, pois estava diante do lago navegável mais alto do mundo, e lindo, muito lindo.

FOTOS DO TITICACA

Após atravessar seguimos para a Fronteira.

Vamos deixar uma informação aqui: Por Copacabana seria somente 02:00 horas de La Paz.

Entregamos nossos passaporte para carimbar a saída da Bolivia e entragemos os documentos dos carros, mas como era de se esperar a polica boliviana queria mais dinheiro, ou seja, la contribuicion para la policía, alegamos não ter mais dinheiro e acabamos conseguindo nos safar dessa.

Uma foto linda! Essa criança na fronteira.

Seguimos para a imigração peruana para carimbar entrada no Peru, ao entrar vimos que estavamos em outro mundo, tão perto e tão distante, carimbados os passaportes fomos resolver documentação de entrada dos carros, o Policial que nos atendeu foi muito solícito, resolvemos nossos problemas e seguimos para Ayaviri.

Bom, não é tão simples assim, os motorista estavam cansados quando anoiteceu e sem disosição para continuar, resolveram parar em Juliaca, uma cidade que fica a 100Km de Ayaviri.

A pior noite da viagem... Juliaca fica a uns 4000 metros de altitude, nos paramos num hotel tão sujo que tive que usar minha jaqueta como fronha para poder dormir, pois o travesseiro estava horrível, o banheiro também era horrível, na verdade a cidade era horrível.


Não tinhamos almoçado e eu estava com fome, Monica, Osiel e Eu tinhamos um pão de forma do início da viagem e resolvemos comer pão puro e tomar leite em pó dissolvido em água mineral.

PIOR NOITE DA VIAGEM.

Na madrugada comecei a sentir dores na coluna, fui ao banheiro e vi meu nariz com sagramento, tomei um remédio para dor e neste momento senti o frio, um frio que não era só do clima, mas um frio de solidão, uma coisa inexplicável, um vazio na minha alma, bom... Peguei as cobertas e forrei no chão, não havia nada que pudesse fazer, sabia que se chama-se alguém passaria ser motivo de gozação pelo resto da minha vida, tive medo sozinho e chorei, Deitado no chão, todo vestido, com um lenço na boca para evitar o ressecamento da minha garganta, tentei dormir, o ar não entrava nas narinas, o lenço mantinha o ar quente na minha boca e foi assim, na pior noite da minha viagem que me senti. Fiquei triste pois sabia que se tivessemos saindo cedo de La Paz, teria dormido numa pensão quentinha e com pessoas confiáveis. A vida continua... e a viagem também.


FOTO DE COMO EU DOMIR TIRADA PELA MANHÃ
Paisagem da janela do meu quarto.
DICAS:
  • Jamais saia tarde de La Paz em direção a Ayaviri.
  • Passe sempre por Copacabana e de preferencia passe uns 2 dias lá.
  • Nunca pare em Puno / Juliaca / Ilave, pare somente em Ayaviri ou vá direto para Cuzco.
Valores:
  1. Hotel Cruz de Los Andes - Diária U$10,00 quarto compartilhado, com café da manhã e banheiro privado.
  2. Atravessar os carros pelo Titicaca - B$ 35,00 por carro.
  3. Levar o seguro obrigatório do Carro para America do Sul (Exigência Peruana).

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

9º dia de viagem - 11/01/2009

Como vocês já estão carecas de saber, eu acordei cedo novamente, tomei banho e seguir para o refeitorio para tomar café, por volta das 07:30 o grupo começou a aparecer, como eu tomei café primeiro fui para o computador do hotel que era um só e levei o Jean a pedido do Zamilton, em seguida veio o Matheus e logo depois a Mônica.

Entrei no msn, dexei recado para a Michele e para o Ricardo avisando que estavamos em Cochabamba indo para La Paz e a noite entraria em contato. Perguntei ao Jean o que ele iria fazer e ele disse que ia entrar no Orkut, perguntei ao Matheus e ele respondeu a mesma coisa, então achei melhor dar o meu lugar para a Monica pois ela precisava falar com a família e isso me pareceu mais importante, claro que eu não sabia que aquele gesto iria gerar um bate boca por parte de alguns, mas como cada um sabe do seu cada um. A vida segue!!!

Já passava das 09:00 quando eu observei que o grupo estava tirando fotos na frente do hotel e nada de colocar o pé na estrada, fiz um infeliz comentario para se apressarem e vi que alguns não gostaram do meu comentário, pensei que eu não devesse mais cobrar nada de ninguém, pois se eu estava incomodado, me muda-se. Por fim saimos para La Paz.

O almoço para alguns foi em um restaurante na beira da estrada, eu fique de fora.


Entre Cochabamba e La Paz
Bom a paisagem ai é realmente um espetáculo, começamos a subir e podiamos ver as montanhas com neve, tudo era surpriendente, aos pouco fomos nos aproximando do objetivo e por volta das 16:00 chegamos em La Paz.
La Paz


Fomos nos hospedar em um lindo hotel chamado CRUZ DE LOS ANDES (calle Aroma, 216).

A noite sai pra comer algo, encontrei uma preciosidade de restaurante, bem decorado, com bastante turistas, e com uma comida maravilhosa.

O clima na mesa do jantar não estava muito bom, pois acho que não fui bem claro com o grupo sobre ter que dirigir muito até o objetivo, mas é claro que isso iria acontecer, poucos leram o que eu escrevi no roteiro, roteiro esse que montei para a viagem e que foi de muita ajuda pra mim.

Mesmo com o clima pesado eu comi bem e muito, o prato era Assado de Lhama.
Voltei ao hotel e perguntei a recepcionista aonde comprava roupas de frios baratas, ela me disse que entorno do hotel das 05:30 até 08:00 havia uma feira com roupas de frio, pedi a ela que me despertasse às 05:30 e fui para meu quarto.

8º dia de viagem - 10/01/2009

Já são 06:00 da manhã, estavamos quase todos prontos, faltava ainda o Sr. Wiler e sua família, com tudo resolvido conseguimos sair as 06:30 da manhã em direção a Cochabamba, não sabiamos ao certo se iriamos passar, mas partimos, graças ao Criador, conseguimos chegar em Cochabamba.

A viagem foi tranquila, a rodovia é bem perigosa, com muita subida, muita estrada de chão e ainda tem as pista que desabaram.

Paramos para almoçar umas 14:00 horas o grupo precisa comer, biscoitos e frutas não eram suficientes pois eles tinham a necessidade de comer, eu confesso que estava com fome, eu nao tinha levado nada no carro pra comer. Quando encontramos um restaurante resolvemos parar para comer, eu olhei aquele restaurante e preferi não ariscar, o lugar não era muito sujo, mas tinha muitas moscas e isso me deixava com receio de encarar, o resto do grupo não ligou pra isso e mandou ver.
VEJAM A FOTO DA COMIDA

Deu pra curtir bem a paisagem, pois estavamos subindo as cordilheiras.

COCHABAMBA

Não deu pra conhecer essa cidade, mas posso te dizer que foi a 1ª vez que senti algo estranho com o meu corpo devido a altitude, a cidade fica a 2.750 acima do nível do mar e tem uma temperatura entre 12 à 24 Graus.

Chegamos por volta das 11:00 da noite, e ficamos hospedados no hotel AMERICANA (Calle Esteban Arze, 788 esq. Aroma) o valor foi em torno de U$1o,00, com café, elevador, banheiro privado.

Saimos para encontrar comida e eu precisava mesmo encontrar, não havia comido na estrada e estava com fome, achamos uma Polleria que estava fechando, consegui comprar Pollo (Frango) com Arroz e Papas (batata), levei aquilo para o hotel e comi, num era uma maravilha, mas deu pra matar a fome.

Fui dormir!

7º dia de viagem - 09/01/2009

Ao amanhecer desci as escadaria do hotel as pressas, fui perguntar ao recepcionistas sobre as rodovias, perguntei se já podia seguir viagem e ele disse que infelizmente ainda não, mas que iriam liberar hoje as estradas.

Estava tão transtornado com tudo que nem lembro se tomei café.

Segui para uma Lan House e fui conversar com meu amigo Ricardo Braz pelo Skype, só que ele não estava on-line, então resolvi contar o que tava acontecendo para a Michelle para que ela pudesse informar ao Ricardo (lembrando que o Ricardo estava coordenando a aventura no lado peruano). Enviei também um e-mail para o Ricardo esperando respostas urgentes, eu precisava avisar que não estaríamos em Cuzco na data marcada e que talvez nem fossemos, pensei em desistir novamente e a Michelle disse que era para perseverar, mas a sensação foi de medo e tristeza.

Voltei para o Hotel e o grupo tava pronto para ir ao Restaurante com o Sr. Ronaldo, foi quando fiquei sabendo que o Bernardo havia desistido da viagem e comprado passagens de trem para a fronteira, fiquei triste, pois o Bernardo era uma boa companhia, tinha bom humor, educação e era muito solidário.

Fomos almoçar no PACUMUTOS, um restaurante simples que vendia codorna assada, a comida não foi da melhor, mas foi um bom almoço!

À tarde, fui direto até uma Lan house pra saber se o Ricardo havia respondido meu e-mail, pois precisava saber como ficaria as passagens para Machu Picchu, Pois bem, ele respondeu o seguinte:

ANDERSON,

Tenho um amigo que sempre diz: "A aventura começa quando a gente perde o controle…" (hehehe)

Esses bolivianos vão ter que abrir essa estrada rápido, e quando a estrada abrir, você me avisa. A gente refaz o calendário.

O "Plano A" foi pro beleléu. Não tem problema. Eu já falei com o Apolo. A passagem para Machu Picchu já está paga, e isso que poderia ser um problema pra voces, termina sendo uma vantagem, porque estando paga, ele pode passar a data para outro dia. “Ou seja, fica frio que esse assunto está manejado.”

Esses bolivianos vão ter que abrir essa estrada rápido, e quando a estrada abrir, você me avisa. A gente refaz o calendário.

Depois dessa força, voltei para meu quarto e reuni minha equipe de viagem e disse o seguinte: “Gente vocês estão livres para decidirem voltar mas eu vou continuar a viagem até meu destino, não irei voltar pra casa mais frustrado ainda”. Isso é claro ofendeu muito a Mônica, ela veio com o seguinte argumento: “ Não gosto desse seu jeito de falar, somos uma equipe e você deveria nos consultar antes de decidir”. Expliquei a Mônica que eu sou mesmo radical e que naquele momento não iria desistir dos meus sonhos por ninguém, expliquei pra ela que não poderia correr risco pelas indecisões de alguns, e que não iria voltar pra casa, no fim ela e o Osiel disseram que também não voltaria. Reunimos o resto do grupo no quarto e anunciei a decisão da minha equipe, que era de continuar esperando até poder passar, Foi então que o Zamilton disse que não iria prosseguir sem o Bernardo, pois ele não teria como continuar pagando as despesas do carro sozinho, propôs que continuássemos em 2 carros e se comprometeu a ir conosco a Lima, bom, assim decidimos ficar até abrirem a estrada.

Já era noite, fomos para a praça de Santa Cruz e ficamos lá nos divertindo e tentando relaxar.

PRAÇA DE ARTEZANATO

CATEDRAL DE SANTA CRUZ


Amanhã a coisa vai mudar!!!

6º dia de viagem - 08/01/2009

Hoje o dia começa cedo, fomos tomar café da manhã no hotel Copacabana, era barato, mas não era o melhor não, custava B$ 8,00 cerca de R$3,00 , quem pagou a minha conta foi a Mônica! Bom o Sr. Ronaldo chegou ao hotel para levar uma parte do grupo ao Mariposário (um grande parque com animais do pantanal Boliviano, Piscinas e Restaurante).

Eu e meu amigo Osiel ficamos para resolver coisas sobre os carros, Sr. Ronaldo retornou para o hotel e fomos rodar por Santa Cruz, pude nesse dia melhorar a minha compreensão daquele povo, gente que todos os dias enfrentam suas lutas diárias. Fomos a algumas ruas que só tinham oficinas e todo tipo de serviços relacionados a carros, aproveitamos para acertar os seguros dos carros, também compramos pneu e trocamos a válvula do kit gás.


Meu almoço nesse dia foi num restaurante de comida brasileira, a comida era boa, mas o preço era de Brasil. Não gostei!

No fim da tarde fui com Sr. Ronaldo até o Mariposário buscar o grupo.

A noite o Sr. Ronaldo nos levou para comer uma picanha no DOM MIGUEL e lá foi a 1ª vez que o grupo conseguiu comer todos juntos, pois até então dentro da Bolívia isso ainda não tinha acontecido.

Retornamos ao hotel e com tudo pronto pra seguir viagem a euforia tomava conta de mim, só que uma triste notícia na TV informava que não havia como ir para Cochabamba, um deslizamento de terra havia interditado todas as pistas que subiam para Cochabamba, as informações eram as mais loucas possível, alguns diziam que depois das 08:00 iriam liberar, outros que só no dia seguinte e por ai vai, acabei adormecendo de tanto pensar em tudo.

Dicas:

  • Ao chegar à Bolívia compre uma válvula para o Kit gás, pois a do Brasil não serve para os bicos injetores de lá.
  • Se tiver precisando de Pneus lá tem um bom preço.
  • Não coma no restaurante brasileiro, é caro!